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Entrevista com Andrea Macruz – design artesanal

A arq’designer Andrea Macruz, diretora do Estudio Nolii, professora de design na Belas Artes, é uma das queridas do Espaço Zero. Esteve aqui ano passado para confeccionar este poderoso vaso M.AR, que esteve exposto na design weekend 2016, em revistas especializadas, e agora está na loja on-line Boobam, aqui

Convidamos a designer para falar um pouco de seu processo criativo e sua experiência com o vidro

Espaço Zero: Andrea, bom dia. Muito obrigado por conceder esta entrevista, você sabe que somos fãs do seu trabalho.  Sobre esta fruteira/ doceira M.AR que foi confeccionada aqui no Espaço Zero, é um objeto lindo que remete a várias manifestações da natureza, as áureas espirais. Este vaso parece também uma coluna grega desconstruída, e por outro lado as estrias do vaso também remetem aos vasos de vidro de Riga, na Itália, que contém gomos como uma mexerica. Já ao lado contemporâneo, ele é líquido e evoca a repetição comum do design industrial paramétrico. Conte para nós um pouco mais deste vaso e suas possíveis leituras?

Andrea Macruz: m.ar são fruteiras/doceiras inspiradas nos vórtices. Vórtex ou vórtice é um escoamento giratório onde as linhas de corrente apresentam um padrão circular ou espiral. Ele pode ser observado em diferentes fenômenos como nos anéis de fumaça, nos tornados, furacões, redemoinhos, etc.  A espiral é bastante presente nos elementos/fenômenos naturais e gera formas bonitas e complexas.

A fruteira/doceira m.ar foi desenhada com o programa Rhinoceros e seu plug in paramétrico Grasshopper. Já a fabricação foi totalmente manual, porque cada peça é feita por duas partes em vidro soprado. Na verdade, o desenvolvimento do projeto é interessante porque confronta/liga tecnologia com um processo artesanal, deixando margem para algumas variações em relação às suas medidas e forma.

nolii-vaso

fotos: Flavio Sampaio
ano: 2016
material: vidro
medidas: +- 40cm Ø x 20cm altura

EZ: Em seus projetos podemos dizer que há uma intenção na desconstrução da forma e uso dos objetos, por exemplo suas mesas com superfícies onde é impossível apoiar qualquer coisa, e até mesmo este vaso que muitos se perguntam a eficácia de sua função. Os nomes que dá aos seus objetos brincam com a identidade e o significado das coisas. Você acredita em um ambiente descaracterizado de objetos-função reconhecíveis, algo que toca o extremo do poético?

AM:  Meu trabalho tem como foco o estudo da Natureza e dos sistemas computacionais avançados. Aqui  no estúdio nós propomos uma maior conexão entre o homem e algumas formas e padrões da Natureza em relação à familiaridade e a possibilidade de trazer para dentro da casa das pessoas elementos que se assemelham a Natureza. Nesse sentido, o uso de  novas tecnologias permitem a reprodução de padrões e formas complexas que seriam difíceis serem criadas sem o computador. No caso das mesas que vc mencionou (t.ri / s.ce / d.ir) elas são esculpidas por uma CNC, formando padrões inspirados nas fissuras tectônicas no caso da t.ri, nas dunas e fractais no caso das s.ce e na palmeira-leque no caso das d.ir . O conceito de todas é a interação do usuário em relação a sua volumetria: não há uma forma certa para os objetos serem dispostos, dependendo unicamente da criatividade da pessoa que a utilizará.  A mesa t.ri tem uma parte plana e outra 3d, as s.ce e d.ir podem ser utilizadas com um vidro, para aquelas pessoas que preferem utilizá-las de uma forma mais convencional, porque os topos dos frisos têm a mesma altura , são alinhados. Eu particularmente um uso mais radical 🙂

Os projetos do estúdio têm nomes incompreensíveis: g.sp, t.ri, m.as, etc para cada pessoa ter a liberdade de enxergar o que quiser, sem condicionamentos ou pré-conceitos: sente-se o que vier, aceita-se o que se quiser dar. E para mim isso é o interessante: as diferentes interpretações e identificações. O ponto como uma abreviação de palavras que ninguém jamais saberá quais são, porque na verdade pouco importam.

EZ: A inovação do design industrial está certamente na mão de vocês, arquitetos e designers. Comente sobre o potencial criativo e de inovação no fazer artesanal, você considera importante a produção artesanal de vanguarda?

AM: Acho super importante a produção artesanal porque está diretamente ligada a cultura de um país. Admiro os designers como Sergio Mattos, Marcelo Rosenbaum, etc que vão em comunidades para ajudar as pessoas de lá criarem peças mais vendáveis e revertem parte do lucro das peças para estas comunidades…

Mais que função o Design tem o poder de abrigar história, memória e laços afetivos. (…) Regionalidade, identidade que resiste ao tempo e preserva técnicas e saberes ancestrais. O feito à mão, com calor humano, estampa o selo da originalidade. (…) O fio da cultura é a matéria-prima essencial. (…) Fortalece, ainda, a crença nas habilidades herdadas dos antepassados e projeta a autoestima como combustível para aprimorar riquezas que estão na ponta dos dedos, na palma das mãos. Trecho extraído do website de Serio Mattos

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Fios de Cristal

A tônica do trabalho de Elvira Schuartz sempre recai sobre os fios!

Prato Teia

Prato Teia | Espaço Zero | Elvira Schuartz

Cria de Murano, a artista aprendeu com os grandes mestres a arte da filigrana e suas variações. Esticar o cristal como uma calda de açucar é uma tecnica que ela explora em diferentes aspectos com resultados muito criativos.

Na foto, o prato Teias.

 

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Elvira Schuartz abre seu Studio Glass em julho para brincar com crianças

Clique nas imagens abaixo para visualizar o release:

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Escola Manacá abre nossa temporada de oficinas de férias – junho/julho de 2011

Os alunos da Escola Manacá estiveram em nossa Oficina para aprender sobre a História do Vidro.  Participando da experiência de confeccionarem suas próprias  peças para mostrarem aos pais, familiares e amigos, eles ficaram com esta eterna lembrança junto aos colegas de escola e professores.

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Coordenadas pela artista plástica Elvira Schuartz, as oficinas são ótimas oportunidades de lazer para quem fica em São Paulo, e mais uma alternativa para os pais que além de oferecer uma atividade lúdica e educativa para os  filhos podem participar desta divertida vivência.

Na Oficina “Você já viu soprar vidro?”, as crianças brincam com o material em experiências práticas, como fazer enormes bexigas de vidro, gotas de cristal e divertidos “ETs”, além de aprender sobre a importância da reciclagem, em um arborizado casarão no Pacaembu. As crianças recebem uma lembrança e um gibi sobre vidro.

Já a “Oficinas de Aprendizes” tem como objetivo produzir uma peça com a ajuda dos vidreiros. A peça feita durante esta oficina poderá ser levada para casa no dia seguinte.

Clique aqui para ver valores e outros cursos

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Espaço Zero na Educação!

Aprendendo a fazer vidro

Alunos aprendendo a fazer vidro na cana

Os alunos da Escola Nossa Senhora das Graças (Gracinha) estiveram em nosso atelier para a Oficina “Você já viu soprar vidro?” onde os alunos puderam conhecer o processo de transformação da areia em vidro e tiveram a oportunidade de entrevistar a artista Elvira Schuartz.

Esta oficina – uma das mais bem sucedidas que já tivemos –  com certeza agregou muito conhecimento aos alunos, devido ao trabalho em conjunto entre colaboradores do atelier e professoras do Gracinha, que estiveram em todos os momentos com os alunos, acompanhando, questionando e instigando os pequenos a absorverem o máximo possível de informação. Certamente, foi uma experiência inesquecível.

Elvira e os alunos do Gracinha

Leia um trecho da entrevista com Elvira:

Para retirar a massa do forno, usa-se um cabo comprido de ferro chamado cana. Uma bolinha da massa fica presa na ponta da cana. Na outra ponta, há um buraquinho para assoprar essa massa. Conforme o ar vai entrando no cano, a massa começa a crescer e ganhar uma forma. Para ajudar na modelagem, usa-se: tesoura, pinça, espátula, moldes e jornal. A modelagem termina quando o vidro endurece.

Em seguida, para não sofrer choque-térmico, essa peça é levada para o forno de resfriamento, de temperatura bem mais baixa (por volta de 500°C) durante 6 horas. Passado esse tempo, a peça está pronta.

Durante a entrevista, Elvira contou que começou a se interessar pelo trabalho com vidro quando quebrou uma lamparina de sua casa e ela foi tentar consertá-la. O vidro só era vendido em barras de 1 metro. Como era necessário usar apenas 6 cm da barra para o conserto, Elvira, depois de recuperar a lamparina, começou a criar outros objetos com o restante dos pedacinhos. (…)

Clique aqui para ver a notícia na íntegra e as fotos da oficina.

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Começam as Oficinas de Férias – Julho de 2010


No mês de julho, o atelier Espaço Zero realizará as Oficinas de Férias “Você já viu soprar vidro” para crianças de  de 5 a 12 anos, e  as “Oficinas de Aprendizes”, para os que já freqüentaram alguma oficia anteriormente ou para adolescentes e adultos. Coordenadas pela artista plástica Elvira Schuartz, as oficinas são ótimas oportunidades de lazer para quem fica em São Paulo, e mais uma alternativa para os pais que além de oferecer uma atividade lúdica e educativa para os  filhos podem participar desta divertida vivencia.

Na Oficina “Você já viu soprar vidro?”, as crianças brincam com o material em experiências práticas, como fazer enormes bexigas de vidro, gotas de cristal e divertidos “ETs”, além de aprender sobre a importância da reciclagem, em um arborizado casarão no Pacaembu. A oficina acontece todas as segundas e quartas feiras do mês de julho, em dois horários: das 14h30 às 15h30 ou das 15h40 às 16h40. As crianças saem com um brinde e um gibi sobre vidro.

Já a “Oficinas de Aprendizes” tem como objetivo produzir uma peça com a ajuda dos vidreiros. A peça feita durante esta oficina poderá ser levada para casa no dia seguinte. Oferecemos 2 tipos de Oficinas de Aprendizes:

Bolas: Indicada para adolescentes e adultos ou para crianças a partir de 7 anos que já participaram da oficina acima. Nesta, os “veteranos” criarão bolas de gude ou pesos de papel com a ajuda dos vidreiros, que poderão ser levadas para casa.

Garrafas: Destinada ao mesmo publico da oficina de bolas, nesta oficina o participante faz uma garrafa com a ajuda do vidreiro.

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Oficinas de Férias – Espaço Zero

De 06 a 29 de julho de 2010

As inscrições devem ser agendadas antecipadamente com Magda pelo tel 11 3661 8658.


“Você já viu soprar vidro?” – Taxa de inscrição R$ 30,00 por criança (O preço inclui um brinde, um gibi sobre vidro e lanche).

Terças e quintas, das 14h30 às 15h30 ou das 15h40 às 16h40.


“Oficina de Aprendizes” – Valor da peça executada R$ 80,00. A duração de execução de uma peça varia de 15 a 30 minutos.

Terças, quintas e sextas feiras das 16h50 às 18:00 hs.


Rua Goiás 167 – Pacaembu – São Paulo

Tel: (11) 3661-8658

e-mail: zero@espacozero.com.br

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Conheça Nosso Vale Vivência

Vale Vivência Espaço Zero - Modelo

Presentei com uma calorosa experiência com vidro!

Vivências:

  • OFICINA APRENDIZ  – para adultos e crianças – produção de uma peça, peso de mesa ou vaso – franquia de 1 kg
  • VIDRO DE SOPRO/CANA – produção de uma peça –  franquia 2kg
  • CLÍNICAS – Aula particular ministrada por Elvira Schuartz – 1 hora
* mais informações espacozero@espacozero.com.br ou pelo telefone: 11 3661 – 8658

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