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v i d r o f u s ã o

“Damien Dagiggade, um francês, quer falar contigo. Ele quer colocar coisas dentro do vidro, como lata de refrigerante, papel higiênico, sabonete, coisas do cotidiano…” disse minha assistente no auge da correria do mês de novembro. Não dei bola. “Viajou…”, pensei. Mas ele tornou a ligar. E de novo, e de novo. Até que atendi. Perguntei se era artista. Disse que não, que trabalhava com informática. Se auto denominou “curioso” e a partir daí começamos a conversar.

A curiosidade as vezes nos leva a territórios apaixonadamente desconhecidos. Explorar simplesmente, sem esperar nada. Ele me preguntou o que eu achava, e eu respondi “não tenho a menor ideia, mas topo a brincadeira!” …o que ele queria era filmar o processo, a surpresa!!  Adorei. Convidamos o fotógrafo Rodrigo Rosenthal a embarcar na viagem e ele gostou da ideia. Andre Muzhi, nosso vidreiro também topou. E nós 4 vivemos algumas horas de pura surpresa: fizemos o vidro, derramamos a massa incandescente sobre os objetos do cotidiano, e ficamos esperando pra ver o que aconteceria… a experiência foi incrível.

Espaco-zero-fusao-em-vidro

Experiências com vidro, fusão de vidro quente com rolo de papel

Espaco-zero-fusao-em-vidro

Resultado com a massa um pouco mais fria. Experiências com vidro, fusão de vidro quente com rolo de papel.

Damien está editando e publicando em seu canal do YouTube, deem uma olhada…………. Valeu a ideia, Damien!

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Espaço Zero na Educação!

Aprendendo a fazer vidro

Alunos aprendendo a fazer vidro na cana

Os alunos da Escola Nossa Senhora das Graças (Gracinha) estiveram em nosso atelier para a Oficina “Você já viu soprar vidro?” onde os alunos puderam conhecer o processo de transformação da areia em vidro e tiveram a oportunidade de entrevistar a artista Elvira Schuartz.

Esta oficina – uma das mais bem sucedidas que já tivemos –  com certeza agregou muito conhecimento aos alunos, devido ao trabalho em conjunto entre colaboradores do atelier e professoras do Gracinha, que estiveram em todos os momentos com os alunos, acompanhando, questionando e instigando os pequenos a absorverem o máximo possível de informação. Certamente, foi uma experiência inesquecível.

Elvira e os alunos do Gracinha

Leia um trecho da entrevista com Elvira:

Para retirar a massa do forno, usa-se um cabo comprido de ferro chamado cana. Uma bolinha da massa fica presa na ponta da cana. Na outra ponta, há um buraquinho para assoprar essa massa. Conforme o ar vai entrando no cano, a massa começa a crescer e ganhar uma forma. Para ajudar na modelagem, usa-se: tesoura, pinça, espátula, moldes e jornal. A modelagem termina quando o vidro endurece.

Em seguida, para não sofrer choque-térmico, essa peça é levada para o forno de resfriamento, de temperatura bem mais baixa (por volta de 500°C) durante 6 horas. Passado esse tempo, a peça está pronta.

Durante a entrevista, Elvira contou que começou a se interessar pelo trabalho com vidro quando quebrou uma lamparina de sua casa e ela foi tentar consertá-la. O vidro só era vendido em barras de 1 metro. Como era necessário usar apenas 6 cm da barra para o conserto, Elvira, depois de recuperar a lamparina, começou a criar outros objetos com o restante dos pedacinhos. (…)

Clique aqui para ver a notícia na íntegra e as fotos da oficina.

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