Arquivo da categoria: Restauração de vidros

Resultados de grandes restaurações

Restauração de vidro: frascos de vidro especiais

Uma homenagem aos objetos únicos, preciosos, que não deveriam quebrar nunca. Caso acidentalmente danificados, não lamente, use a situação como pretexto para ancorar-se na realidade, abandonar a mente de distração e alcançar a mente alerta,  consciente, na busca de que nada mais se quebre, que tudo seja íntegro, dentro e fora de nós.

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Perfume Armani comemorativo 75 anos

Em homenagem a estes incidentes, acidentes, sustos, desesperos, escrevemos este post. Não se desespere, o Espaço Zero está aqui. Somente mãos habilidosas e responsáveis podem restaurar objetos de tamanho valor.

São somente mais 74 exemplares deste perfume Armani, feitos em comemoração aos 75 anos da grife. Produção em tiragem limitada, um objeto projetado para ser obra de arte, assim como pinturas ou gravuras. O valor está explícito na exclusividade, são poucos os que têm o privilégio de apreciar determinadas obras.

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Arquivado em Restauração de vidros, SOBRE O VIDRO..., SOPRO / CANA, troféu, VITRINE

Vocês restauram Tampo de Mesa?

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Ao menos uma vez por semana recebemos uma solicitação de restauro de tampo de mesa de vidro que lascou ou quebrou durante a reforma. O restauro as vezes é possível mas nem sempre vale a pena pois é um serviço complicado de ser feito no local.

A única restauração que fica perfeita visualmente é o desbaste. No entanto perde-se uma parte do vidro.

No caso de riscos, não há o que fazer.

O ideal é prevenir para que o vidro não quebre! Como fazer?

As partes mais delicadas de uma peça de vidro grosso (tipo tampo de mesa) são as quinas. Se bater em concreto, cerâmica, porcelanato, mármore ou qualquer piso “duro”, vai quebrar! Madeira ou carpete são mais macios, mas ainda assim vale encapar.

A melhor maneira de encapar os cantos do vidro é usar “cantoneiras de papelão” no caso de vidro quadrado. Em seguida, passar várias camadas de plástico PVC (tipo Magipack), ou plástico bolha na peça toda para prevenir riscos.

No caso de vidro redondo, use cantoneiras de espuma ou lençol de espuma para envolver a peça toda.

Na maioria dos casos recomendamos fazer um tampo novo e aproveitar a peça quebrada para fazer pequenas peças como mesas lateais ou de centro.

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Arquivado em Restauração de vidros, Tampos de mesa de vidro

Restaurar é renovar

Começo de ano. Depois de festas, viagens, desejos realizados, chegamos em casa e o espírito da renovação nos provoca a arrumar a casa, desfazer daquilo que não usamos, comprar nos inúmeros bota fora que a cidade oferece e…restaurar aquilo que gostamos muito.

No espaço zero adoramos fazer restaurações. E por isso resolvemos compartilhar aqui imagens de peças magníficas que vieram para restauração. Dêem uma olhada!

O vaso Murano anos 40 veio na mão da dona da peça – com seus 81 anos nos contou que ganhou de presente de casamento!

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Restaurando espelhos, recuperando histórias

Semana passada concluímos o reparo de mais um espelho antigo. Como tantos outros, este belíssimo espelho de nosso cliente Fernando (nome fictício), estava com a espelhação desgastada pelo tempo, com cantos trincados, parafusos e rosetas oxidados, madeira com cupim.

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Foi um grande prazer restaurar o espelho do Sr. Fernando, em todos os detalhes. Uma obra belíssima, repleta de partes lapidadas com encaixes precisos. Este espeho deve ter, no mínimo, uns 65 anos. Ao desmontá-lo, nos deparamos com um recorte de jornal de 1951, que revestia a antiga espelhação por trás do vidro, da forma que eram feitos os espelhos antigamente.

Abaixo, imagens do espelho no estado que chegou aqui, totalmente oxidado.

A origem desde espelho guarda uma história. De acordo com Sr. Fernando, este espelho foi dado à sua mãe quando moça, quando ainda estava noiva daquele que seria seu pai.  Sendo vizinha de uma fábrica de espelhos e muito graciosa, sempre que ia ao mercado passava por esta oficina. O dono da fábrica admirava a ela enquanto ela se admirava, admirando os espelhos. Percebeu que ela havia gostado deste em especial,  e no dia seguinte presenteou a dama com o espelho. Ao chegar em casa mostrou o presente a mãe e esta, muito curiosa em saber porque o homem presenteou a uma dama já comprometida, foi à loja de espelhos exigir o seu presente.

O fabricante de espelhos declinou, disse que o presente era apenas a sua filha, que era mui linda. A mãe da moça, desaforada, levou um segundo espelho, igual, pagando do bolso.

Sr. Fernando confirma a história contada por sua mãe, ao se lembrar de dois espelhos como este nas residências da família. Um deles desapareceu. Este que restauramos, é o da avó do proprietário, comprado por ela do fabricante de espelhos galanteador.

Com espelho renovado o Sr. Fernando recupera um pouco da história de sua família. Detalhe que ele só ficou sabendo da história após restaurar o espelho.

 

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Arte da restauração em vidro

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Caixa de pigmentos para vidro

No Espaço Zero, além de fazer arte na criação de objetos de vidro, também fazemos arte na restauração de objetos preciosos de nossos clientes. Se ser artista é ser criativo, ter precisão, cuidado, foco e domínio da técnica, podemos afirmar que a restauração também é uma arte.

Esta cornucópia de vidro no estilo de Murano dos anos 50, danificada havia sido previamente “restaurada” por um amador. Foi aplicada uma resina acrílica que, envelhecida, ficou amarelada. A resina é um material muito menos durável do que cristal.  Foi necessário remover toda a resina depositada entre as dobras intrincadas do vidro, com uso de um bisturi.

Em seguida foi realizada a colagem das partes quebradas com resina Ultra Violeta. (Neste caso a resina não corre o risco de amarelar pois fica entre as partes de vidro e não entra em contato com o ar)

O resultado pode ser visto nas imagens abaixo. Restauração é arte, e arte é para quem conhece. Se for restaurar suas peças de vidro procure pelo Espaço Zero – nós fazemos arte.

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Espelho Veneziano

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Nas imagens acima, um espelho custa $ 9550.00 e o outro custa $255.00. Ambos medem em torno de 30 x 50 cm. Sabe por que?

O primeiro é do sec XIX, ,tem  bastões retorcidos, rosetas folhas e cores feitas a mão. O segundo é industrializado, novo e feito apenas com vidros planos.

Cuidado: tem muito (pretenso) antiquário vendendo gato por lebre.

Ao longo de nossos 25 anos de história já recuperamos mais de 200 espelhos venezianos, e já mandamos outros 200 clientes comprarem outro!

Quando e por que restaurar espelhos?

Espelhos Venezianos tem sido muito procurados ultimamente e a quantidade de réplicas produzidas na Índia, China etc., estão disponíveis em sites de compra na internet como ebay ou mercado livre. O mercado livre ajuda muito a dar uma noção dos valores de mercado.

Se você acabou de comprar um reluzente espelho e não tem nenhum vínculo afetivo com o objeto, esqueça a restauração. Fazer um espelho manualmente é muito mais caro do que comprar um novo.

Mas se o espelho pertenceu à sua família, tem história e emoções envolvidas, a restauração lhe trará gratas surpresas pois o processo de reespelhação é bastante seguro e se uma ou outra parte deve ser refeita, a replica pode ficar impecável! Mas prepare-se. Não é um trabalho barato…

Como é feito o espelho?

O que produz o efeito de espelho é o Nitrato de Prata. A superfície do vidro é preparada com um reagente que permite o metal aderir perfeitamente ao vidro. Assim forma-se uma camada prateada muito fina e delicada que sai com o simples passar do dedo. Para firmá-la sobre a superfície, é necessário um material de vedação e é através deste material que sabemos a idade aproximada de um espelho

O que é reespelhação?

O processo de reespelhação consiste em remover a espelhação original através de derivados de Cloro e um bisturi para remover o material remanescente.

Para fazer a nova espelhação o vidro é mergulhado em um tanque cheio de nitrato de prata no formato da peça a ser espelhada, daí o alto custo do processo.

Como saber a idade de um espelho?

Espelhos existem desde o século 15 quando se descobriu o vidro cristal (transparente). A sensação foi tamanha que salões inteiros foram decorados com espelho como por exemplo a “sala dos “espelhos” do Castelo de Versalhes – França. O uso do nitrato de prata já vem daquela época e é importante lembrar que antes dos espelhos de vidro as mulheres se miravam em pequenos discos de prata polida.

Se quiser saber a idade de um espelho, olhe para o verso dele. Se ele tiver Jornal (sim… jornal mesmo…) ou papel no verso, é bem antigo. Espelhos são produzidos em grande escala no século XVI, são raros nos séc. XVII e XVIII e voltam intensamente no século XIX, Diríamos do século XIX para trás e alguns ainda no início do século XX. Se tiver “purpurina”, provavelmente será de meados do século XX. Se for emborrachado, do final do século XX e século XXI.

A finalização do espelho manual nunca será emborrachada. Poderá ser com purpurina ou com tinta esmalte (menos resistente, mas mito usado em peças menores).

Quer saber mais sobre espelhos venezianos? Ascese a pagina

http://www.aavbarbini.it/site/en/origins-history-mirrors/

 

 

Elvira Schuartz

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Por que restaurar um vidro ou cristal?

 A motivação que leva um indivíduo a restaurar um objeto de vidro ou cristal tem 2 origens:

Financeira/comercial – todo bem danificado envolve algum valor financeiro. Restaurar significa não perde-lo ou recuperá-lo. Desde a boca de um copo que lasca à um antigo objeto de arte decorativa, a restauração permite reaver um valor de dinheiro. Neste caso, o valor da restauração deve ser comparado com o valor de marcado do objeto restaurado para avaliar o custo/benefício do trabalho de restauração e ver o que compensa mais.

Em se tratando de objetos de arte antigos, deve-se ponderar com um antiquário de confiança a perda de valor em função da restauração para uma eventual venda futura. Embora toda restauração tire o valor de um vidro – já que nenhuma restauração de vidro é invisível (na melhor das hipóteses é discreta) é difícil estabelecer um percentual de perda já que o valor do objeto restaurado depende da idade do objeto, raridade da técnica ou estilo etc…

Diferente da restauração de pinturas, porcelanas, madeiras, o vidro jamais é refeito ou soldado e qualquer acréscimo ou colagem nunca é imperceptível. Já o desbaste não deixa sequelas.

Afetiva – Alguns objetos em nossas vidas guardam histórias ou lembranças afetivas que não podem ser quantificadas em valor monetário. Resta apenas ao proprietário do bem dispor do valor e estar certo de que a aparência final lhe remeterá àquela lembrança associada ao bem que se quer restaurar. Nestes casos, a restauração pode modificar o modelo, alterar medidas, mas tudo vale desde que a aparência geral se mantenha a mesma.

Instituições, quando buscam restaurar objetos, tem uma motivação à parte. Visam preservar a própria história do vidro, fatos históricos aos quais um vidro se refere, uma época ou recuperar o acervo de uma casa-museu.

Restauração de vidro

Restaurar um objeto de vidro consiste em 3 possibilidades:

1 – lapidação

2 –  colagem

3 – reposição ou replica

Diferente da restauração de pinturas, porcelanas, madeiras, o vidro jamais é refeito ou soldado e qualquer acréscimo ou colagem nunca é imperceptível. Portanto, toda peça colada terá uma pequena linha onde houve a união das partes. Já o desbaste não deixa sequelas e as réplicas, dependendo do caso podem ser perfeitas.

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*cristal é uma qualidade superior de vidro, assim designado por sua maior pureza e brilho

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