Arquivo da categoria: ARTISTAS DO VIDRO

História e exposições de artistas que usam o vidro como suporte

Emaranhando fios para o jardim de Cris Campana

No mês de dezembro a vidreira californiana Elizabeth Redd veio dar uma “canja” no Espaço Zero. Embora nascida nos EUA se considera “cidadã do mundo”.

Em sua itinerância, encontrou o Espaço Zero e veio passar uns tempos por aqui.

Adorou tudo! Encontrou no Brasil tudo que idealiza como um lugar legal pra se viver. Nós também adoramos tê-la conosco. Foi ótimo o intercambio de técnicas, praticas e truques- que no vidro são vitais. Gostou tanto que promete voltar em março para um Long Term job.

Elizabeth e Elvira trabalharam juntas no emaranhado de fios para o Jardim da artista plastica Cris Campana.

Espaço Zero - Jardim de vidro de Cris Campana

Jardim de vidro para a artista Cris Campana confeccionado por Elvira Schuartz e Elizabeth Redd

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v i d r o f u s ã o

“Damien Dagiggade, um francês, quer falar contigo. Ele quer colocar coisas dentro do vidro, como lata de refrigerante, papel higiênico, sabonete, coisas do cotidiano…” disse minha assistente no auge da correria do mês de novembro. Não dei bola. “Viajou…”, pensei. Mas ele tornou a ligar. E de novo, e de novo. Até que atendi. Perguntei se era artista. Disse que não, que trabalhava com informática. Se auto denominou “curioso” e a partir daí começamos a conversar.

A curiosidade as vezes nos leva a territórios apaixonadamente desconhecidos. Explorar simplesmente, sem esperar nada. Ele me preguntou o que eu achava, e eu respondi “não tenho a menor ideia, mas topo a brincadeira!” …o que ele queria era filmar o processo, a surpresa!!  Adorei. Convidamos o fotógrafo Rodrigo Rosenthal a embarcar na viagem e ele gostou da ideia. Andre Muzhi, nosso vidreiro também topou. E nós 4 vivemos algumas horas de pura surpresa: fizemos o vidro, derramamos a massa incandescente sobre os objetos do cotidiano, e ficamos esperando pra ver o que aconteceria… a experiência foi incrível.

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Experiências com vidro, fusão de vidro quente com rolo de papel

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Resultado com a massa um pouco mais fria. Experiências com vidro, fusão de vidro quente com rolo de papel.

Damien está editando e publicando em seu canal do YouTube, deem uma olhada…………. Valeu a ideia, Damien!

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Encontro Anual do Icom Glass em Sars Poteries

Galeria Espaco Zero - Sars Poterie - Bert Frijns B

A mesa de vidro do conselho internacional dos museus, o board Icom Glass, da qual Elvira Schuartz ocupa uma cadeira, este ano se encontrou entre Bélgica e França, em um tour por regiões tradicionais na produção de vidro industrial e artesanal.

No norte Francês, visitaram os cantões de Sars Poteries, Trélon, Boussois, Charleroi. Visitaram o inaugurado Mus-Verre, com acervo histórico e contemporâneo, onde foram recebidos pelos diretores do museu. Visitaram ainda a fábrica de vidro pla5no AGC, e o glass studio de Charleroi. Na Bélgica, conheceram acervos contemporâneos (Glazenhuis, Lommel) e históricos (cristais Saint Lambert, Seraing), bem como a coleção particular de Lothar Knauf, em Emburgo, e o acervo glass do Curtius Museum, em Liége.

Em Sars Poteries, Elvira registrou as obras do inglês Colin Reid e do holandês Bert Frijns.

 

A água é um elemento chave no trabalho de Bert Frijn, criando reflexões, distorcendo a superfície, adicionando um novo balanço ao objeto de formas simples puras, mesmo com desconcertante imobilidade. Como escultor, ele desafia a utilidade do recipiente em um trabalho de arte minimalista. Gosta de jogar com a dualidade de seus materiais favoritos, vidro e água, solidez e fluidez, recipiente e conteúdo. Por vezes modifica o centro de gravidade de suas obras. Seu trabalho sugere meditação e observação, brincam com a luz ambiente, como se as tigelas estivessem suspensas no tempo, prestes a cair.

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Entrevista com Andrea Macruz – design artesanal

A arq’designer Andrea Macruz, diretora do Estudio Nolii, professora de design na Belas Artes, é uma das queridas do Espaço Zero. Esteve aqui ano passado para confeccionar este poderoso vaso M.AR, que esteve exposto na design weekend 2016, em revistas especializadas, e agora está na loja on-line Boobam, aqui

Convidamos a designer para falar um pouco de seu processo criativo e sua experiência com o vidro

Espaço Zero: Andrea, bom dia. Muito obrigado por conceder esta entrevista, você sabe que somos fãs do seu trabalho.  Sobre esta fruteira/ doceira M.AR que foi confeccionada aqui no Espaço Zero, é um objeto lindo que remete a várias manifestações da natureza, as áureas espirais. Este vaso parece também uma coluna grega desconstruída, e por outro lado as estrias do vaso também remetem aos vasos de vidro de Riga, na Itália, que contém gomos como uma mexerica. Já ao lado contemporâneo, ele é líquido e evoca a repetição comum do design industrial paramétrico. Conte para nós um pouco mais deste vaso e suas possíveis leituras?

Andrea Macruz: m.ar são fruteiras/doceiras inspiradas nos vórtices. Vórtex ou vórtice é um escoamento giratório onde as linhas de corrente apresentam um padrão circular ou espiral. Ele pode ser observado em diferentes fenômenos como nos anéis de fumaça, nos tornados, furacões, redemoinhos, etc.  A espiral é bastante presente nos elementos/fenômenos naturais e gera formas bonitas e complexas.

A fruteira/doceira m.ar foi desenhada com o programa Rhinoceros e seu plug in paramétrico Grasshopper. Já a fabricação foi totalmente manual, porque cada peça é feita por duas partes em vidro soprado. Na verdade, o desenvolvimento do projeto é interessante porque confronta/liga tecnologia com um processo artesanal, deixando margem para algumas variações em relação às suas medidas e forma.

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fotos: Flavio Sampaio
ano: 2016
material: vidro
medidas: +- 40cm Ø x 20cm altura

EZ: Em seus projetos podemos dizer que há uma intenção na desconstrução da forma e uso dos objetos, por exemplo suas mesas com superfícies onde é impossível apoiar qualquer coisa, e até mesmo este vaso que muitos se perguntam a eficácia de sua função. Os nomes que dá aos seus objetos brincam com a identidade e o significado das coisas. Você acredita em um ambiente descaracterizado de objetos-função reconhecíveis, algo que toca o extremo do poético?

AM:  Meu trabalho tem como foco o estudo da Natureza e dos sistemas computacionais avançados. Aqui  no estúdio nós propomos uma maior conexão entre o homem e algumas formas e padrões da Natureza em relação à familiaridade e a possibilidade de trazer para dentro da casa das pessoas elementos que se assemelham a Natureza. Nesse sentido, o uso de  novas tecnologias permitem a reprodução de padrões e formas complexas que seriam difíceis serem criadas sem o computador. No caso das mesas que vc mencionou (t.ri / s.ce / d.ir) elas são esculpidas por uma CNC, formando padrões inspirados nas fissuras tectônicas no caso da t.ri, nas dunas e fractais no caso das s.ce e na palmeira-leque no caso das d.ir . O conceito de todas é a interação do usuário em relação a sua volumetria: não há uma forma certa para os objetos serem dispostos, dependendo unicamente da criatividade da pessoa que a utilizará.  A mesa t.ri tem uma parte plana e outra 3d, as s.ce e d.ir podem ser utilizadas com um vidro, para aquelas pessoas que preferem utilizá-las de uma forma mais convencional, porque os topos dos frisos têm a mesma altura , são alinhados. Eu particularmente um uso mais radical 🙂

Os projetos do estúdio têm nomes incompreensíveis: g.sp, t.ri, m.as, etc para cada pessoa ter a liberdade de enxergar o que quiser, sem condicionamentos ou pré-conceitos: sente-se o que vier, aceita-se o que se quiser dar. E para mim isso é o interessante: as diferentes interpretações e identificações. O ponto como uma abreviação de palavras que ninguém jamais saberá quais são, porque na verdade pouco importam.

EZ: A inovação do design industrial está certamente na mão de vocês, arquitetos e designers. Comente sobre o potencial criativo e de inovação no fazer artesanal, você considera importante a produção artesanal de vanguarda?

AM: Acho super importante a produção artesanal porque está diretamente ligada a cultura de um país. Admiro os designers como Sergio Mattos, Marcelo Rosenbaum, etc que vão em comunidades para ajudar as pessoas de lá criarem peças mais vendáveis e revertem parte do lucro das peças para estas comunidades…

Mais que função o Design tem o poder de abrigar história, memória e laços afetivos. (…) Regionalidade, identidade que resiste ao tempo e preserva técnicas e saberes ancestrais. O feito à mão, com calor humano, estampa o selo da originalidade. (…) O fio da cultura é a matéria-prima essencial. (…) Fortalece, ainda, a crença nas habilidades herdadas dos antepassados e projeta a autoestima como combustível para aprimorar riquezas que estão na ponta dos dedos, na palma das mãos. Trecho extraído do website de Serio Mattos

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Gostamos de vidro, fazemos arte

Gostamos de vidro, fazemos arte. Esculturas e vasos, assinados por Elvira Shcuartz, reconhecidos nacional e internacionalmente,  o público do Espaço Zero já conhece. Para lá dos objetos de escultura e design, há também projetos artísticos conceituais, pouco conhecidos de nosso público.

Uma das mais novas empreitadas de Elvira Schuartz, através do Espaço Zero, é a arte conceitual, aquele tipo de arte que geralmente está dentro dos museus, e não é vista enquanto não é exposta. Estes projetos circulam entre os curadores, museólogos, artistas e galeristas. Um grande trabalho, que iniciamos há pouco tempo.

No Espaço Zero temos projetos de arte que, a princípio, não estão em exposição. Logo ninguém, além de nós, os curadores, museólogos, artistas e galeristas, sabe que nos dedicamos a esta atividade.

No entanto, somos além de atelier, uma galeria de arte, aberta ao público, que atende sob hora marcada. Teremos o prazer de mostrar partes destas reflexões em nosso show-room e canais de comunicação.

Decidimos trazer a público este trabalho e compartilhar algumas imagens. São diversos projetos, no momento selecionamos três, que foram recentemente trabalhados.

Para Sempre Jardim (Forever Garden)

Uma obra feita a partir de 1000 garrafas de cerveja recicladas, aquecidas e sopradas novamente como uma escultura que remete a uma folha de grama. Cada uma destas esculturas é plantada na terra traduzindo um gramado. “Cristalizado em sua eternidade, este Jardim é a versão poética do legado dramático que preparamos para os nossos herdeiros.”

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Mentes Briliantes (Brilliant Minds)

Instalação, Brilliant Minds é uma das mesas da coleção “Table, At”. Depois do chão, surgiu a mesa. Nela, nós comemos, planejamos, negociamos. Planejamos nossas vidas, casamentos, divórcios. Nós celebramos, pensamos. A mesa reflete nosso estilo de vida, posição social e tempo. É nosso perfil cultural. Pensar sobre mesas é pensar sobre nós mesmos, sobre nossa época. Brilliant Minds significa conversa, diálogo, compreensão.

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Polvo

Tentação: a palavra mágica do século 21. A ela sucumbimos sem perceber. Não por ser uma novidade, mas por estar cada vez mais perto. O teatro, os livros, as orquestras sugeriam vontades. O rádio, a TV, o cinema, explicitaram tentações. As mídias sociais, internet trouxeram vontades e tentações para a ponta de nossos dedos.

A cada toque do indicador num “gorila glass”* centenas de tentáculos afloram para nos abraçar e sufocar. Sem nos darmos conta,  vamos dormir com as vontades no bolso do pijama.

O tentáculo de um polvo é o tributo à sedução em um mundo liquido.

*gorilla glass” é uma marca de vidro ultra fino e ultra resistente fabricado pela Corning Inc, utilizado atualmente em 4,5 bilhões de aparelhos do tipo tablete e celulares

O Polvo está exposto e à venda no nosso show-room. Venha nos fazer uma visita!

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Troféu Quarto Prêmio ABIHPEC-Beleza Brasil

“Promover o reconhecimento das práticas empresariais e dos produtos da indústria brasileira de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos. Essa é a missão do Prêmio ABIHPEC-Beleza Brasil, que conta com o apoio de importantes companhias da cadeia produtiva.”

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Evento de entrega Premiação Abihpec Beleza Brasil com Troféus desenhados por Elvira Schuartz no Espaço Zero

Para nós do Espaço Zero é uma honra fazer parte desta premiação.  Desde a primeira edição, em 2013, confeccionamos os troféus do prêmio ABIPECH Beleza Brasil, uma silhueta  que remete à harmonia e leveza de formas, em outras palavras, o referencial humano do o que é o belo.

Este ano a escultura amarela  brilhou no palco durante a premiação. A cerimônia, realizada na Sala São Paulo, contou com a participação dos principais empresários e representantes das empresas de cosméticos brasileiras.

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A premiação, que avalia o desempenho e a qualidade dos produtos oferecidos ao consumidor, teve este ano como eixo norteador a capacidade destas indústrias em gerar “capacidade de transformação ao fomentar a inovação, ao gerar oportunidades de trabalho e ao promover o empreendedorismo; impulsionando, assim, a economia do País.”

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A cultura dos troféus de vidro

setembro 2, 2016
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Troféu “Areia” do torneio Mubdala de Tênis, desenhado por M. Velcocsky para a Lasvit

As qualidades do vidro, sua estética, brilho e a transparência, mesmo quando colorido, o torna a escolha preferida quando o objetivo é simbolizar luxo, confiabilidade  e nobreza. O vidro é uma tela transparente que permite ao artista desdobrar em mil sua criatividade, onde a luz ambiente modifica constantemente a percepção do objeto, tornando-o um spot de riqueza inesgotável, verdadeiro bálsamo para os olhos. Todos estes aspectos tornam o vidro um material quase mítico. Suas qualidades de brilho, cor e transparência são incomparáveis ao acrílico ou à resina.
Definitivamente a escolha do vidro para a confecção de troféus enobrece a causa, e justamente por isso o material foi escolhido para a confecção de troféus de premiações importantes como o Festival de Cinema de Cannes, o Tour de France, entre outros.

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Troféu do Tour de France 2016, Lasvit, design por Peter Olah

A Lasvit, marca Tctheca de design em vidro, convida designers renomados para desenho de troféus diferenciados em vidro. O mais recente foi para os atletas Tchecos medalhistas das olimpíadas do Rio de Janeiro. Este troféu foi desenhado pela atleta Gabriela Koukalová, que além de medalhista possui formação em artes-plásticas. Outros troféus incríveis foram feitos para o campeonato Mubadala de tênis do Emirados Árabes, utiliza troféus sempre de vidro – devido ao país ser cercado de areia, matéria prima do vidro. Destacamos ainda o troféu do campeonato australiano de futebol, um grande anel de vidro e metal. Todos estes troféus em vidro você pode conferir no nosso painel do Pinterest neste link.

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Palm D´Or do 66º Festival de Cannes

No Espaço Zero desenhamos e produzimos troféus volumétricos em vidro com exclusividade. Utilizamos matéria prima de vidro cristal, e o cliente pode escolher entre os modelos “para todo propósito” – esculturas em vidro que inspiram e enobrecem – ou ainda pode solicitar um desenho exclusivo para sua empresa ou ocasião.

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Troféu Sabó 11 anos

Entre os clientes que já foram atendidos destacamos FGV, Coca-Cola, Hospital Albert Einsten, Sabó.

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Hospital Albert Einstein, por Espaço Zero

Para solicitar seu troféu é simples! Entre em contato conosco em zero@espacozero.com.br, ou faça seu pedido on-line por meio de nossa ferramenta: vendas-online-espaco-zero

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